A Artrodese é a cirurgia onde realizamos a fusão de duas ou mais vértebras, utilizando parafusos e hastes metálicas para estabilizar a coluna. É comum que o paciente imagine que, após a cirurgia, ficará “duro” como um robô, sem conseguir dobrar as costas. Vamos esclarecer esse mito.
A coluna vertebral é composta por muitas vértebras móveis (7 na cervical, 12 na torácica e 5 na lombar). Quando fazemos uma artrodese, geralmente fixamos apenas um ou dois níveis que estão doentes e instáveis.
A matemática da mobilidade:
Se “travamos” apenas duas vértebras, todas as outras continuam se movendo normalmente. Na prática, a perda de mobilidade global é muito pequena e, muitas vezes, imperceptível para as atividades do dia a dia. O paciente continua conseguindo amarrar o sapato, dirigir e se abaixar.
Além disso, existe um ganho paradoxal: muitas vezes, a dor era tão intensa antes da cirurgia que o paciente já vivia travado, com medo de se mexer (rigidez antálgica). Ao fixar o segmento doente e eliminar a dor, o paciente volta a se movimentar com mais liberdade do que antes.
A artrodese é indicada para trazer estabilidade. Perde-se uma fração mínima de movimento em troca de ganhar qualidade de vida e alívio da dor.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. José Osni Brüggemann Neto
Ortopedista – CRM 14768 | RQE 9751
